quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Não há outro lugar
Não há outro lugar... Só na Tua Presença!!
Esse clipe é lindo... acho q é o mais lindo que eu já feito aqui no Brasil no meio "gospel" (não gosto do termo, mas tudo bem!). A Rebeca está simplesmente linda e o lugar é perfeito (É o Castelo do Batel e fica em Curitiba - PR).
Curte aí!
bjos Shine ;)
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
How He Loves
Essa com certeza é a música da minha vida! O amor e a graça de Deus estão sobre mim a despeito de mim.
How he Loves - John Mark McMillan
He is jealous for me
Love's like a hurricane, I am a tree
Bending beneath the weight of His wind and mercy
When all of a sudden, I am unaware of these afflictions eclipsed by glory
and I realize just how beautiful You are and how great your affections are for me.
Oh, how He loves us so
Oh, how He loves us
How He loves us so.
Yeah, He loves us
Woah, how He loves us
Woah, how He loves us
Woah, how He loves.
So we are His portion and He is our prize,
Drawn to redemption by the grace in His eyes
If grace is an ocean we're all sinking
So heaven meets earth like a sloppy wet kiss and my heart turns violently inside of my chest
I don't have time to maintain these regrets when I think about the way
That he loves us,
Woah, how He loves us
Woah, how He loves us
Woah, how He loves
I'm back!
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Recarregar
Encontrei refrigério nessas palavras:
Essa tem sido minha oração nesses dias:
EMPTY ME
Jeremy Camp
Holy Fire burn away,
my desire for anything
that is not of you and is of me.
I want more of you and less of me.
Holy Fire burn away,
my desire for anything
that is not of you and is of me,
I want more of you and less of me, yeah.
Empty me,
Empty me, yeah,
Fill, won't you fill me,
with you, with you, yeah.
Holy Fire, burn away,
my desire for anything
that is not of you and is of me.
I want more of you and less of me, yeah.
Empty me,
Empty me, yeah.
Fill, won't you fill me, with you, with you, empty me now.
I want more, I want more, I want more of you, Jesus.
I want more, I want more, oh.
Thank you, Jesus.
Holy Fire, Holy Fire, Holy Fire, Holy Fire.
Lila
Filha Amada do Abba
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Alexandre
Conhecíamos Alexandre há mais de cinco anos. Chegou com 20 e poucos, com o cérebro já detonado pelo crack. Durante o curso de discipulado foi alcançando coerência, e, ao fim de seis meses, voltou à sua casa para fazer vestibular, ciente do que queria: ser piloto missionário. Terminou o ensino médio, inspirou o pai a estudar e fizeram vestibular juntos. O pai passou em direito – Alexandre, ainda tratando de ser lúcido, não.
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia religiosa indecifrável. Nas crises, ele nos visitava para longas conversas. Nunca foi mau o rapaz. Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências. Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia. Aconselhava, ouvia.
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo. Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas, do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos. Meu instinto de mãe se põe de guarda. Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor da floresta que circunda a comunidade.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta. Nesse dia Reinaldo está com pressa. Explica pro Alexandre:
- Tô de saída. Tenho reunião com pastores na cidade.
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança absurda que tem em Reinaldo.
- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar. Explica que não dá. Alexandre implora.
- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
- Como? Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga de madrugada falando nelas. Como posso confiar pra te deixar morar aqui?
- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo numa família de Deus, Reinaldo. Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?
- Hoje não posso. Tô atrasado demais. Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você. Agora acabou.
- Como acabou? Não acaba não, olha.
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo — me contou depois –, mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena amarfanhada, pra ler o Salmo 136.
- Olha o que a Bíblia fala:”Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre”.
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor, que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada quente de bicicleta. Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro, mas nem o parou de novo como seria seu costume. Virou o rosto como se dissesse:”Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu, deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba”.
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus. Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório. O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois de duas outras tentativas. Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia, desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto. Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram na rua os levitas e não os samaritanos.
Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, é autora de Chamado Radical
Fonte Ultimato